Projeto Romã

Hoje é dia 16 de Fevereiro de 2019 e reabre a quinta/loja do Projeto Romã(1). Este Projeto merece uma publicação num blog de macrobiótica e mindfulness, porque os principios de vida são completamente idênticos aos da macrobiótica e o modo de vida não podia ser mais no momento presente e com todos os valores do mindfulness.

O Projeto Romã é um projeto de vida de um casal, a Tatiana e o Cláudio, que criaram e vivem numa quinta vegan, onde não se utilizam quaisquer produtos de origem animal (nem para fertilizar a terra).

Como eles dizem: “O Projeto Romã é um projeto de vida, centrado na alimentação, procuramos qualidade, autenticidade e pureza nos nossos produtos. Fazemos um agricultura vegan (natural, sem produtos de origem animal e sem químicos), temos preocupações ambientais bem fundamentadas, banimos o plástico descartável, temos unicamente casa de banho seca e produzimos a nossa própria energia, temos um nível de auto-suficiência elevado. O Projeto Romã é um projeto alternativo, coerente e bem real que representa o sonho de uma vida mais humana. Abrimos o nosso espaço a todos o que se identificam connosco e que procuram uma alimentação vegana de excelência.”

Mas este projeto não vive sem estar no mundo, e a Tatiana e o Cláudio têm os pés bem assentes na terra. Todos os produtos que saem das suas mãos, quer sejam as hortícolas, quer os queijos vegan, são de grande qualidade e devem ser valorizados também por isso.

Ao longo dos anos, recolheram informação que lhes permite ter um conhecimento profundo sobre as escolhas que fazem e que, com generosidade e disponibilidade, partilham com quem os visita. Se fores lá, não vás como turista, não vejas apenas com os olhos e a curiosidade básica. Vai como observador e participante de uma mudança urgente no mundo, por ti, pelas crianças do mundo, por todos os seres vivos e pelo nosso planeta Terra.

O Romã é uma referência, e mais do que um local para visitar é um local para aprender a fazer mudanças que nos levem num caminho de maior sustentabilidade e consciência. Eu diria que é como uma pedra no centro de um lago, que vai repercutir em ondas até às margens e chegar a todos os que precisam de um impulso para iniciar ou manter uma mudança coerente de vida.

Como dizia antes, os produtos existentes na quinta/loja, são de uma qualidade, autenticidade e pureza que eu creio que serão difíceis de encontrar noutro local com esta mesma energia e capacidade de nutrirem o nosso corpo físico. Valorizar o trabalho de um agricultor e de uma artesã faz parte de criar um mundo de valores humanos, um mundo sustentável, um mundo compassivo e de autenticidade.

A partir de hoje o Projeto Romã terá dias em que terá a loja aberta. Se não puderem ir hoje ao dia aberto, não percam a oportunidade de irem lá noutro dia, e quem sabe, começarem ali a comprar as vossas hortícolas, detergentes, óleos, especiarias, chás, queijos vegan e o pão (da Mil Grãos).

(1) https://www.facebook.com/Projeto-Rom%C3%A3-1802958559916537/ https://projeto-roma.negocio.site/

O que nos pede uma gripe

Neste momento não estou com gripe, nem constipada nem me sinto doente.

No entanto, na última semana estive com várias pessoas que estão com gripe, que acabaram de sair de uma gripe ou que estão a sofrer as consequências de terem tido uma gripe seguida de uma infecção bacteriana que as levou a tomar antibiótico, e que estão doentes há várias semanas. Isto para não falar das pessoas que “sabem” que é mais do que certo que vão apanhar gripe porque estamos no tempo dela.

Também estive com uma pessoa no ginásio que, com febre, tomou paracetamol para poder ir treinar; outra, no trabalho, que fez o mesmo para poder ir trabalhar; e outra que também recorreu a medicação para sair à noite e se divertir.

Isto fez-me reflectir sobre o que nos pede uma doença como a gripe:

  • parar: porque o corpo está a concentrar a energia no despoletar de mecanismos que controlem o vírus e precisa que outro tipo de solicitações sejam reduzidas ao mínimo.
  • Descansar: porque é isso que o corpo pede (ele fala tão bem!) e talvez a gripe até só tenha conseguido vingar no nosso organismo devido a falta de descanso e a não escutarmos as suas necessidades. A gripe pede-nos cama e dormir; que assim seja.
  • Simplificar a alimentação ou não comer: pelos mesmos motivos anteriores, deixar descansar o sistema digestivo que consome tanta energia. Uma criança, que ainda sabe escutar o corpo, recusa imediatamente alimentos, escolhe criteriosamente o que quer e reduz a quantidade ingerida ao mínimo.
  • Definir prioridades: porque face à possibilidade das complicações graves associadas à gripe, que até nos podem levar a um internamento hospitalar ou morte, ir ao ginásio, ir trabalhar ou sair à noite adquirem o seu real valor. Para poder parar, descansar e simplificar a alimentação, é mesmo necessário definir prioridades e fazer escolhas.
  • Evitar condições extremas: porque um corpo que está a concentrar todo o esforço em voltar ao equilíbrio e não o conseguirá fazer se continuarmos a proporcionar-lhe momentos de desequilíbrio como cansaço extremo, falta de horas de sono, frio, refeições pesadas, …
  • Dar tempo: porque uma gripe não passa de um dia para o outro, e isso é fantástico. Ela precisa de tempo talvez porque raramente temos tempo para manter hábitos que nos ajudem a que ela não se instale e faça do nosso corpo a sua casa.
  • Retomar hábitos de saúde: porque tudo o que escrevi antes são coisas que nos ajudam a manter a saúde, principalmente nesta estação do inverno: descanso apropriado, comer de forma simples, definir prioridades, evitar levar o corpo a limites e dar tempo.

Já tinha falado sobre gripe este ano, e até deixei a receita da sopa de miso. Quando se está com gripe, os caldos de legumes com miso são uma excelente opção.

Natal, Inverno e Esperança

Noite mais longa e dia mais curto do ano de 2018, 21 de Dezembro Solstício de Inverno, Yule.
Estamos no momento em que a energia está latente, flutuante, quase parada externamente, mas com movimento interno. Externamente quase nada se vê da vida que existe e pulsa por dentro.
Deste movimento interno nascerá, daqui a pouco tempo, vida nova. É de raízes profundas, de alimento interno, que se faz o movimento externo quando os dias forem longos e as noites curtas. É do que foi semeado e do que se está a fortalecer internamente que teremos folhas e frutos. Tudo a seu tempo.
Abençoados Ciclos, abençoado movimento constante que permite que a vida se renove.

Hoje não vos trago uma receita. Convido-vos a parar e a refletir sobre as sementes que estão a ser (ou já foram) semeadas por vós e que ainda não germinaram. Essas sementes estão cheia de vida em potencial, assim como os grãos que estão no Solo a aguardar as condições ideais para nascerem. Não estão mortos, são sonhos e projetos em potencial, tal como uma semente de mostarda que guarda em si uma árvore. Um Grão, Dez Mil Grãos.

O Natal, mesmo para quem não é Cristão, terá sempre o simbolismo associado a Esperança. Porque é disso que trata o nascimento do tão esperado Rei que libertaria o Povo escravizado pelos romanos. É de Esperança. Um bebé ainda não significaria nada, mas trouxe Esperança, era o Messias, o Prometido.

No Solstício, a celebração é das trevas, da escuridão que antecede e antecipa a chegada da Luz. E o que existe é a Esperança de que essa Luz venha, de que os dias se tornem maiores e de que se sobreviva a mais um Inverno.

Em relação à alimentação nesta altura: comam o mais parecido que vos for possível com a vossa família. Se todos forem macrobioticos, vegan e não comerem açúcar, ótimo. Se não, façam as melhores escolhas em relação ao que está mesa. Não julguem e não se melindrem com a preocupação daqueles que vos amam. Que possam fazer opções diferentes, mas acima de tudo que possam estar em família.


Amor 

<3

Torrão de chocolate e amendoim (vegan e sem açúcar)

Fiz este torrão de chocolate e amendoim no Workshop de Doces de Natal e pediram-me para partilhar a receita. Como queria dar mais ideias para prendas feitas por vós, tal como fiz na semana passada com estas bolachas de amêndoa e gengibre https://milgraos.pt/2018/12/07/bolachas-de-amendoa-e-gengibre-vegan/, decidi partilhar a receita do torrão de chocolate, por ser também uma opção de prenda fácil de preparar e muito saborosa.

Típico em Espanha, mas muito apreciado por nós, é particularmente consumido nesta época do ano.

Nas minhas memórias de criança, no Natal comia coisas que raramente estavam disponíveis nas outras alturas do ano. Sim, ainda sou do tempo em que não se comia chocolate todos os dias e os amendoins também não faziam parte da alimentação do dia a dia. Eram um mimo que sabiamente apenas comíamos em dias especiais.

Esta é mais uma receita que faz uma prenda de Natal maravilhosa, para os amantes de amendoim e de chocolate é a prenda ideal.

Também é uma boa opção de gulodice na mesa de Natal, para quem possa comer este tipo de alimentos à sobremesa. Se quiserem, é possível substituir o amendoim por amêndoas ou avelãs, e a manteiga de amendoim por manteiga de outras oleaginosas. Podem ainda colocar 3 pingos de óleo essencial de hortelã pimenta se gostarem do sabor a after eight. 

Segue a receita.

Ingredientes

  • Manteiga de Cacau Cru: 100g
  • Cacau em pó: 60g
  • Manteiga de amendoim: 100g
  • Amendoins torrados e descascados: 75 g (ou mais, se gostar)
  • Baunilha: 1 pitada
  • Geleia de Arroz: 8 c. de sopa
  • Sal Marinho integral: ½ c. café 


Preparação:

  • Coloque a manteiga de cacau num tacho e leve a derreter em banho maria.
  • Parta os amendoins grosseiramente e reserve.
  • Sem retirar a água quente por baixo do tacho da manteiga derretida, junte o cacau a pitada de sal e dissolva mexendo bem.
  • Junte a geleia de arroz aos poucos e quando estiver incorporada, retire o tacho do banho maria.
  • Junte a manteiga de amendoim mexendo bem e em seguida os amendoins reservados e a baunilha.
  • Coloque numa forma forrada, ou num molde de silicone e leve ao frio pelo menos 2h, no entanto deve ser feito de véspera.
  • Corte em quadrados e coloque dentro de um frasco para oferecer ou num prato de servir para colocar na Mesa de Natal.

Tofu no forno (e como usar tofu para tratar queimaduras)

O tofu é um dos alimentos mais versáteis e rápidos de preparar que eu conheço. Tenho sempre em casa, porque para além de ser uma opção para uma refeição rápida, também serve para ajudar a tratar queimaduras (ver Nota).

Tradicionalmente na macrobiótica diz-se que o tofu arrefece. Eu sinto isso principalmente se o como no Inverno. Podem fazer a experiência por vocês próprios e comerem um prato de tofu no Inverno e terem curiosidade sobre a resposta do vosso corpo.

Um dos mitos que eu sempre ouvi é que, para ganhar sabor, o tofu tem que ser marinado. Não é verdade. Comprei uns livros de cozinha vegan japonesa tradicional e no outro dia fiz um prato em que o tofu era salteado na wok, sem nenhum tempero. O molho era feito no final e o tofu adicionado a esse molho para voltar a ser passado na wok. Ficou delicioso. Portanto, não é necessário temperar o tofu de véspera, mas tem que se saber cozinhar para que ele ganhe sabor e fique irresistível.

Gosto de usar uma fatia de tofu prarado como a seguir indico dentro do pão, a substituir o queijo que deixei de comer.

Tenho um forno solar, e quando estou em casa no Verão faço lá um pouco de tudo: cozo arroz ou leguminosas, asso tofu, tempeh ou vegetais, tosto oleaginosas, faço granola, cozo bolos, … Faço as refeições na rua, não aqueço a casa e aproveito o calor do sol.

As fotografias do tofu no forno, foi de um que fiz no forno solar, estamos em Agosto e os dias ainda estão muto solarengos. Mas claro que pode ser feita num forno normal e no Inverno é num forno elétrico que o faço. A receita é muito simples e não dá mesmo trabalho nenhum.

Ingredientes

  • Tofu: 1 bloco de 500g
  • Shoyu (molho de soja): 4 colheres de sopa
  • Limão: sumo de meio (cerca de 2 colheres de sopa)
  • Azeite: 4 colheres de sopa
  • Pimento vermelho: ¼ (opcional)
  • Folha de louro: 1
  • Óregãos e/ou tomilho: 1 colher de sopa (ou a gosto)
  • Alho: 1 dente
  • Gengibre: 1 pedaço de 1 cm
  • Água: uma chávena de chá

Preparação

  • Corte o tofu em tiras com uma espessura média entre 0,5 cm e 1 cm e disponha num tabuleiro de ir ao forno, numa única camada.
  • À parte pique muito bem o alho e o pimento vermelho.
  • Rale o gengibre e esprema-o para uma taça.
  • Parta o louro em pedaços.
  • Junte todos os ingredientes que preparou anteiromente (com excepção do tofu) na tça onde colocou o sumo de gengibre e envolva.
  • Tempere o tofu com esta marinada e aguarde entre 30’ a 1h (pode ser mais.
  • Leve ao forno a 180oC até a água ter toda evaporado, mas sem deixar o tofu secar.

Nota: Emplastro para queimaduras
Esprema o Tofu se este tiver muita água e esmague-o com um garfo.
Junte farinha suficiente para ligar (10-15%).
Coloque este emplastro com uma espessura de cerca de 1 cm numa gaze ou pano de algodão e aplique directamente sobre a pele durante um máximo de 2 horas. Pode substituir por outro emplastro ao fim desse tempo.

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