Nova Edição do Workshop de Pão de Levedação Natural (sourdough bread)- 26 de Janeiro

Ficaram muitas pessoas sem lugar nos workshops de Pão da Mil Grãos de Janeiro e de Fevereiro. Estão completos há várias semanas.
Por decidi fazer mais uma edição no dia ❤ Dia 26 de Janeiro❤

O pão da Mil Grãos é um pão de fermentação longa (de 12 a 36 horas) feito com fermento natural (sourdough, massa mãe, massa azeda, isco, crescente), farinha biológica, água e sal marinho integral. É um pão que sabe a pão ♥ (http://milgraos.pt/2018/08/22/pao-da-mil-graos/)

O que vamos aprender a fazer (e fazer) neste WS?
– A fazer pão com massa mãe (sourdgouh): receita base, amassar, levedar, tender e como o cozer num forno “caseiro”.
– A fazer e a manter saudável a massa mãe.
– Esclarecer dúvidas que possam existir sobre o pão de fermentação natural.

– Quando?
Dia 26 de Janeiro de 2020 das 14h00 às 18h30

– O que é que está incluído:
Cada pessoa leva o pão que amassar.
Lanche no final com o pão que cozermos.
Nota: as farinhas utilizadas são de origem biológica certificada

– Custo: 35 grãos de trigo ♥
(crianças até 12 anos a acompanhar 10 grãos de trigo ♥)

Informações sobre WS e pagamento: 966460395 ou dezmilgraos@gmail.com

Em caso de desistência:
. Haverá lugar a reembolso quando a desistência for comunicada até ao 7º dia útil (inclusive) antes do WS.
. Se a desistência for comunicada entre o 6º e o 3º dia útil (inclusive) antes do WS, dará origem a um crédito para outro WS.
. Se a desistência for comunicada com 2 ou menos dias úteis de antecedência, não haverá lugar a qualquer reembolso ou crédito.

Como desejas que 2020 se revele? 7 questões e 7 sugestões

Quando virarmos a página do calendário de Dezembro de 2019, vamos estrear um Ano Novo[1].

Estrear algo faz com que muitos de nós sintam vontade de mudar algumas coisas na sua vida, de fazer novos projectos, de se comprometerem com algo também novo, de fazer promessas, de deixar coisas velhas ou que já não servem… Devido aos ciclos lunares, devíamos aguardar por o ano novo Chinês para efectivar as mudanças . No entanto, a reflexão pode ser feita agora, pensando sobre aquilo que desejamos que aconteça nos próximos 365 dias. Esta reflexão é válida também para quando fazemos anos ou iniciamos um novo ano lectivo. Há muitas formas de ver o Ano Novo.

Pensei em 7 questões e 7 sugestões que talvez ajudem na transição, seja ela no dia 1 de Janeiro, seja no dia 25 do mesmo mês.

Podes optar por ir buscar um caderno e responder, fazendo a tua própria reflexão, antes de continuar a ler.

7 Questões

  1. Se pudesses mudar alguma coisa no próximo ano, o que é que seria? É diferente daquilo que querias mudar no ano passado?

Esta é uma questão fundamental. Se nos focarmos apenas numa coisa, talvez tenhamos possibilidade de ser bem sucedidos. Uma lista interminável de objectivos muitas vezes faz com que não consigamos atingir nenhum deles. Apenas uma coisa, escreve agora apenas uma coisa. Poderás assim começar a desembrulhar um grande novelo, talvez outros objectivos virão depois deste, mas hoje escreve apenas uma coisa. Fiz duas questões, é verdade. A segunda questão está directamente ligada à primeira. Vê se isso que queres mudar é exactamente o mesmo que querias mudar quando começou 2019. Se for, reflecte sobre o que é que falhou. Falhar não tem mal nenhum, é assim que se aprende.

  • Quais os aspetos em que queres melhorar no próximo ano?

Estamos em transformação constante. Cada dia é uma dádiva imensa. É desse processo contínuo de mudança a que me refiro agora. Imagina que começaste a correr em 2019, e que agora até já corres 10 km quatro vezes por semana. Podes querer melhorar a distância, podes querer melhorar o tempo. Tu decides. Ou imagina que começaste a estudar espanhol em 2019. Em 2020 queres fazer um exame que te permite saltar dois graus no sistema de aprendizagem. Aqui refiro-me a melhorias, não a metas finais ou mudanças definitivas.

  • O que é que queres que seja diferente no final deste ano?

Visualizar o final do próximo ano dá uma perspectiva nova sobre aquilo que achamos ser “O Ano Novo”.  Vamos ver 2020 como já passado: como queres estar no final de 2020? Esta reflexão é poderosa, porque nos dá a noção de como o tempo passa depressa e como é tão bom poder ter um ano para mudar coisas na nossa vida.

  • De que forma queres contribuir para tornar o mundo (pode ser a tua comunidade ou família) um lugar melhor para estar?

Voltar-nos para fora é essencial. Só vos queria dizer uma coisa que aprendi com o querido Francisco Varatojo: “…recebemos sempre mais quando damos mais”. Só faz sentido viver assim.

  • A quem é que desejas a maior felicidade em 2020?

Tenho a certeza que esta questão fez com que no teu rosto surgisse um sorriso. Sim, desejar bem aos outros faz-nos tão bem! Nunca conseguimos dizer: que sejas feliz, sem sentir o coração crescer.

  • Existe já alguma coisa que esteja a começar a aflorar na tua vida neste momento e que tu queiras ver crescer em 2020?

Mais uma reflexão importante: muitas vezes há sementes a desabrochar que, com a azáfama de colocar objectivos no próximo ano, nem sequer permitimos que aflorem e cresçam. Sente: o que é que está a tentar surgir naturalmente na tua vida? Será que isso não será realmente o que deve surgir? Calar o ego é muito difícil, mas se puderes faz silêncio e permite observar com atenção se não há alguma coisa a germinar neste momento na tua vida.

  • O que é que te prende e não te deixou voar em 2019? Se pudesses soltar algo, o que que soltarias?

Pergunta difícil, eu sei. Muitas vezes vamos com toda a força tentar aproveitar a boleia do ano Novo, mas… se não soltamos algo que nos está a prender, ficamos mesmo com parte de nós no passado e isso não nos permite avançar. Há algum projecto que até tinhas, mas que agora não faz sentido e que te está a impedir de andar em frente? Há alguém a quem não consegues perdoar? Há algum medo que te impeça de arriscar? Solta, solta, solta…

7 Sugestões

  1. Cultiva um sentido de apreciação pela Vida, pela beleza da Natureza e que isso se reflicta em opções de vida mais sustentáveis e conscientes.
  2. Cultiva relacionamentos sinceros, verdadeiros e alimenta-os todos os dias. Cultiva laços familiares e de amizade fortes.
  3. Medita com regularidade, e se tiveres uma prática espiritual regular volta a ela.
  4. Arranja sempre motivos para sorrir e fazer os outros sorrir.
  5. Aprende algo novo: lê, inscreve-te num curso, começa uma actividade nova, começa a escrever, …
  6. Faz voluntariado ou oferece o teu tempo em algum lugar onde a tua presença seja útil. Dá com generosidade.
  7. Tem um Grande Sonho. Trabalha diariamente de acordo com o teu Sonho. Acorda de manhã, todos os dias, com vontade de viver para concretizar esse Sonho.

Votos de um Ano Novo Feliz! Que o Amor e a Gratidão pautem todos os teus dias.


[1] O costume ocidental de celebrar o Ano Novo numa data fixa tem a ver com o calendário gregoriano que utilizamos na Europa e em grande parte do mundo. Isso faz com que estejamos longe dos ciclos do sol e da lua, que são contemplados no Calendário Chinês, em que o ano Novo se celebra no “nosso” dia 25 de Janeiro. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-novo_chin%C3%AAs

Fruta com conta, peso e medida

Criei uma conta no SoundCloud para colocar alguns audios. Achei que seria uma forma prática de partilhar, porque podem ouvir-me a caminho do trabalho, ou enquanto lavam os dentes, ou… 🙂

Podem seguir o canal, ouvir, colocar questões… É para isso que ele existe, para criar um espaço de reflexão, para responder a perguntas, para ler também as vossas reflexões sobre estes temas. Se tiverem alguma questão diretamente ligada à filosofia/prática macrobiótica podem colocar (pode ser que seja o tema do próximo podcast). Adoro perguntas!!

Pessoas diferentes fazem-me algumas vezes as mesmas questões:)
Uma dessas questões é sobre a quantidade de fruta que se pode/deve comer. Não há uma única resposta, assim como não há um corpo igual a outro corpo.
Resolvi, por isso, falar um pouco sobre este assunto.

Neste Podcast (menos de 8 minutos!) falo sobre o consumo de fruta. Na macrobiótica normalmente, dependendo da condição da pessoa, não se recomenda um consumo muito grande de fruta. Será que faz sentido? E quanta fruta é “muita fruta”?

Preparar antecipadamente o Inverno

Alguém mais sente que hoje entrámos no Inverno? Eu sei que o calendário não nos diz isso, mas eu sinto-o desde manhã (estou a escrever no dia 2 de Dezembro).

Prato típico de inverno: arroz integral com gomásio de sementes de sésamo negras, bolinhos de feijão preto fritos, batata doce no forno com sementes de abóbora, salada prensada, verdes escaldados e nabo ralado.

Na macrobiótica começamos a preparar a estação seguinte antes da anterior ter terminado. O que sinto neste momento talvez seja esta necessidade de começar a preparar o Inverno.

Esta estação está intimamente ligada à transformação Água. A minha energia primária é Água e nesta altura eu sou mesmo um peixinho na água – até porque na astrologia o meu signo é Peixes.

Fisicamente estão ligados à transformação Água: Rins e Bexiga, glândulas supra-renais, órgãos reprodutores, ouvidos e dentes.

Se estivermos em sintonia com a natureza vamos perceber que o movimento parece que estagnou. Na macrobiótica diz-se que esta energia é flutuante. Temos oportunidade de permanecer no nosso interior de forma confortável porque toda a Natureza, mesmo que mantenha alguma actividade, está aparentemente recolhida. Seguir o ritmo da Natureza é sábio.

Deste recolhimento se criará a estrutura necessária para florir e crescer de forma rápida e exuberante na Primavera.

Tarte de maçã

Falando agora de alimentos que privilegio nesta altura:

  • Cereais: trigo sarraceno ou a massa feita a partir dele (chama-se soba). O Francisco Varatojo dizia que o trigo sarraceno faz o sangue chegar até às extremidades, o que significa que estamos sempre quentes. Podem dizer-me: Dulce o trigo sarraceno não é um cereal. É verdade, mas no prato vai funcionar como a principal fonte de hidratos de carbono complexos, equivalente ao cereal. Também podem usar pontualmente uma mistura de arroz negro com arroz integral.
  • Leguminosas: feijão azuki e feijão de soja preto. Todos os feijões fortalecem os rins, mas estes dois têm propriedades especiais para fortalecer os rins (azuki) e órgãos reprodutores (soja preto).
  • Vegetais: basta ir ao mercado e ver! Esta é a altura dos vegetais de raiz, principalmente cenoura, nabo e rábano. Sei que há cenouras durante todo o ano, mas acreditem que esta é que é a época em que elas devem ser colhidas.
  • Algas: no Inverno todas as algas são bem vindas. A Kombu, sim, a alga com que cozinhamos as leguminosas, é a mais adequada. Podem fazer um condimento de que eu vou falar já a seguir. Lembrem-se: as algas devem ser comidas com regularidade mas não em grande quantidade. Uma pequena quantidade diariamente é o ideal.
  • Métodos Culinários: Lembram-se do que é que antigamente se privilegiava no Inverno? Alimentos cozinhados no forno; estufados feitos durante mais tempo. Alimentos preparados em fogões de lenha (eu tenho muita sorte e tenho um fogão de lenha). Se por acaso tiverem um fogão de lenha, esta é a altura de fazerem estufados de feijão no forno, arroz no forno e vegetais assados no forno. Se não tiverem, usem mais fogo e mais calor quando cozinham os alimentos. Usem mais panela de pressão.

Receita de Shio-Kombu

Ingredientes:

  • Kombu: duas tiras (cerca de 10 cm cada, cortadas em 5 pedaços)
  • Shoyu ou tamari (molho de soja de boa qualidade): 3-4 colheres de sopa
  • Água q.b.

Preparação:

  • Corte cada tira em 5 pedaços.
  • Demolhe a alga durante a noite numa taça com duas chávenas de chá de água.
  • Coloque num tacho a alga com a água de a demolhar e o shoyu.
  • Veja se a alga ficou bem coberta de água.
  • Leve ao lume e quando começar a ferver, deixe ferver em lume baixo até toda a água evaporar (cerca de 30′). Se a alga ainda estiver dura, acrescente um pouco de água e deixe ferver mais um pouco.
  • Retire do tacho, deixe arrefecer e sirva apenas 1 a 2 pedaços de cada vez à refeição, como acompanhamento/condimento.
  • Alternativamente, no final da cozedura, pode temperar com algumas gotas de sumo de limão ou gengibre.

Tradicionalmente este preparado é utilizado para fortalecer o sistema urinário, ossos e articulações, e ajudar em problemas relacionados com varizes entre outros.

Workshop de Pão de Levedação Natural, Sourdough Bread – 9 de Fevereiro

O pão da Mil Grãos é um pão de fermentação longa (de 12 a 36 horas) feito com fermento natural (sourdough, massa mãe, massa azeda, isco, crescente), farinha biológica, água e sal marinho integral. É um pão que sabe a pão ♥ (http://milgraos.pt/2018/08/22/pao-da-mil-graos/)

O que vamos aprender a fazer (e fazer) neste WS?
– A fazer pão com massa mãe (sourdgouh): receita base, amassar, levedar, tender e como o cozer num forno “caseiro”.
– A fazer e a manter saudável a massa mãe.
– Esclarecer dúvidas que possam existir sobre o pão de fermentação natural.

– Quando?
Dia 9 de Fevereiro de 2020 das 14h00 às 18h30

– O que é que está incluído:
Cada pessoa leva o pão que amassar.
Lanche no final com o pão que cozermos.
Nota: as farinhas utilizadas são de origem biológica certificada

– Custo: 35 Euros ♥
(crianças até 12 anos a acompanhar 25 Euros♥)

Informações sobre WS e pagamento: 966460395 ou dezmilgraos@gmail.com

Em caso de desistência:
. Haverá lugar a reembolso quando a desistência for comunicada até ao 7º dia útil (inclusive) antes do WS.
. Se a desistência for comunicada entre o 6º e o 3º dia útil (inclusive) antes do WS, dará origem a um crédito para outro WS.
. Se a desistência for comunicada com 2 ou menos dias úteis de antecedência, não haverá lugar a qualquer reembolso ou crédito.

Workshop de Pão de Levedação Natural, Sourdough Bread – 19 de Janeiro – Esgotado

O pão da Mil Grãos é um pão de fermentação longa (de 12 a 36 horas) feito com fermento natural (sourdough, massa mãe, massa azeda, isco, crescente), farinha biológica, água e sal marinho integral. É um pão que sabe a pão ♥ (http://milgraos.pt/2018/08/22/pao-da-mil-graos/)

Fotografia dos pães do Workshop de Novembro de 2019

O que vamos aprender a fazer (e fazer) neste WS?
– A fazer pão com massa mãe (sourdgouh): receita base, amassar, levedar, tender e como o cozer num forno “caseiro”.
– A fazer e a manter saudável a massa mãe.
– Esclarecer dúvidas que possam existir sobre o pão de fermentação natural.

– Quando?
Dia 19 de Janeiro de 2020 das 14h00 às 18h30

– O que é que está incluído:
Cada pessoa leva o pão que amassar.
Lanche no final com o pão que cozermos.
Nota: as farinhas utilizadas são de origem biológica certificada

– Custo: 35 Euros ♥
(crianças até 12 anos a acompanhar 25 euros ♥)

Informações sobre WS e pagamento: 966460395 ou dezmilgraos@gmail.com

Em caso de desistência:
. Haverá lugar a reembolso quando a desistência for comunicada até ao 7º dia útil (inclusive) antes do WS.
. Se a desistência for comunicada entre o 6º e o 3º dia útil (inclusive) antes do WS, dará origem a um crédito para outro WS.
. Se a desistência for comunicada com 2 ou menos dias úteis de antecedência, não haverá lugar a qualquer reembolso ou crédito.

Workshop de Culinária Macrobiótica: Ceia de Natal

Nos dias de Festa a refeição servida é sempre mais cuidada e com requinte.
Neste dia vamos preparar um menu cheio de cor, sabor e saúde, adaptado à época Natalícia.

A refeição preparada será com ingredientes biológicos. sem adoçantes refinados e sem produtos de origem animal.

DATA: 15 de Dezembro
HORÁRIO: 10h30 – 14h30
VALOR WORKSHOP: 30€
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: dezmilgraos@gmail.com e 966460395

PROGRAMA
– Introdução teórica
– Aula prática de cozinha com confecção de um Menu de Festa adaptado ao Natal.
– Dicas úteis: abordagem teórica aos principais alimentos, nutrientes e energia, substituições nas receitas.
– Almoço e esclarecimento de dúvidas.

O QUE É QUE ESTÁ INCLUÍDO
– Aula prática de cozinha.
– Guia com receitas.
– Almoço de Natal.

Workshop de Culinária Macrobiótica: Pequenos Almoços e Snacks (vegan e sem adoçantes refinados)

4ª Edição do Workshop de Culinária Macrobiótica: Pequenos Almoços e Snacks (vegan e sem adoçantes refinados)

Workshop dedicado à preparação de pequenos almoços, lanches e snacks. Saudáveis, saborosos, nutritivos.

Sim, é possível começar o dia com as opções mais saudáveis e dentro do saudável variar imenso!
Todos os pratos são de inspiração macrobiótica, logo usarei produtos locais, de agricultura biológica e sustentável.

DATA: 24 Novembro
HORÁRIO: 14h30 – 18h30
VALOR WORKSHOP: 30€
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: dezmilgraos@gmail.com e 966460395

PROGRAMA
– Introdução teórica
– Aula prática de cozinha com confecção de várias opções de pequeno almoço e snacks.
– Dicas úteis: abordagem teórica aos principais alimentos, nutrientes e energia, substituições nas receitas.
– Lanche com as receitas preparadas durante a tarde.

O QUE É QUE ESTÁ INCLUÍDO
– Aula prática de cozinha.
– Guia com receitas.
– Lanche.
– Muitas informações sobre alternativas aos actuais “cereais de pequeno almoço” e “barritas saudáveis”, desde o ponto de vista da macrobiótica.


– Guia com receitas.
– Lanche.

Dia Mundial da Alimentação e uma declaração de Amor ao Pão

A amassar pão

Hoje, dia 16 de Outubro, é dia Mundial do Alimentação e do Pão. Para os povos Europeus falar de alimentação sem falar de pão não faz sentido, porque o pão está sempre presente como símbolo de alimento, de sustento, de sobrevivência, de conforto, de nutrição, de sagrado, de ritual, de vida.

Quando falo de pão, refiro-me sempre a pão bom: pão feito com massa mãe (massa azeda, isco, crescente, sourdough, levain, massa madre, …). Pão que levedou ao seu ritmo natural, sem que a massa tenha sido forçada, à custa de uma temperatura elevada e de fermento industrial, a dobrar de volume em 30 minutos e a cozer noutros 30.

Pão feito unicamente com farinha biológica, água e sal. Pão com tempo, pão com sabor, pão que faz bem, pão que mantém as características de um alimento fermentado. Pão amassado à mão, recheado do amor de quem o amassou, cuidou e cozeu.

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Pão com glúten, naturalmente presente nos cereais que sempre cultivámos na Europa. Pão de milho de algumas regiões de Portugal, carregado de tradição e que matou a fome a milhões de pessoas em tempos de menos fartura.

Sinto-me ligada a este alimento desde sempre. Sempre quis fazer o meu pão e investi muito tempo até conseguir fazer pão de levedação natural. Estou a escrever sobre pão e não evito sentir o coração cheio e os olhos a transbordar.

Tem sido um privilégio acompanhar as pessoas que vêm aos meus workshops de pão. Como sei a dificuldade que existe até ter todo o processo intuitivo e até sair um “bom pão”, tento dar o máximo de apoio pós-workshop. Sinto um orgulho imenso de cada vez que um aluno publica no Grupo dos Padeiros da Mil Grãos o pão feito por si, uma pizza, grissinos e outras formas de usar massa mãe.

Hoje, dia Mundial da Alimentação e do Pão, tinha mesmo que vir aqui fazer uma Declaração de Amor ao Pão.

Uma refeição macrobiótica é mais cara? 4 segredos para gastar menos e comer bem

Ao fazermos a transição para outro tipo de regime alimentar temos muitas vezes medo de gastar mais dinheiro com a alimentação.

Ouço algumas vezes pessoas dizerem que mesmo que gastem mais na comida depois poupam na farmácia. A segunda parte desta expressão, de que comer bem evite gastos em medicamentos, até pode ser verdade, mas a primeira parte não o é se soubermos escolher os alimentos.

Muitas receitas ditas de “saudáveis”, a maioria das quais associada à alimentação vegetairna/vegan, apelam à utilização de alimentos novos, muitos deles produzidos fora do nosso país, com custos elevados, não só para a nossa carteira, mas também ambientais. As frutas exóticas e tropicais, como a manga, a jaca, o côco, entre outras, são acessíveis nos países de origem, mas caras fora deles, com custos de transporte e comercialização muito elevados. Mesmo que o abacaxi, a manga, o abacate, a papaia, … estejam em promoção, já compararam os seu custo com as frutas da época?

Passa-se o mesmo com outros alimentos para a além da fruta: vegetais, oleginosas, cereais, leguminosas, etc. que não são próprias do nosso clima ou não são “da época” ficam sempre mais caros. O facto de os encontrarmos disponíveis não significa que estejam na época, e muitos de nós até já nos esquecemos de quando é a altura natural de termos certos alimentos. Por exemplo, eu vivi até aos 30 anos a ter acesso a courgette e feijão verde apenas no Verão. É muito difícil explicar a pessoas mais novas que no inverno a produção destes alimentos faz-se com recurso a importação e estufas e até a mão de obra quase escrava (são mais caros, claro, e a muitos níveis).

Como podemos fazer uma refeição dentro dos princípios da macrobiótica, que nos indica que devemos comer produtos de origem biológica, aos quais associamos imediatamente um custo maior?

  1. Comprar em maior quantidade e/ou avulso: Mesmo que não consiga encontrar alimentos vendidos avulso com facilidade, a maioria dos supermercados biológicos aceita encomendas de pacotes de 5kg (ou mais) de cereais, leguminosas, oleaginosas, etc., e de outros alimentos de uso quase diário para quem segue um regime macrobiótico. O preço por kilo é inferior e evita pacotes pequenos de plástico. Caso tenha uma família grande é fácil gastar os 5kg, mas se não tiver, sugiro que se junte com mais 4 ou 5 amigos e dividam um pacote.
  2. Comprar alimentos de origem local: Todos os alimentos de uso regular devem ser de origem local ou o mais próximo possível do sítio em que vive. Faz sentido adquirir cereais e leguminosas oriundos da Europa e evitar os que vêm de outros Continentes. E faz ainda mais sentido que todos os alimentos com um elevado teor de água, vegetais e frutas, sejam mesmo de um perímetro que não ultrapasse um raio de 50 km do local de onde vive. Este tipo de alimentos conseguem encontrar-se nos produtores locais. Pode encontrá-los com facilidade nos Mercados/Praças nos vendedores que têm bancas mais pequenas e vendem aquilo que produzem. Pode ir sempre comprar a Mercadinhos Biológicos que começaram a surgir em muitas cidades. Estes alimentos, vindos de cadeias curtas de abastecimento têm muitas vantagens:ara além de representarem um custo inferior para nós, contribuem para a economia da família/pessoa que produz os alimentos, evitam custos de embalagem e de transporte, são os melhores para a sua saúde, ajudam a promover a agricultura biológica nos pequenos produtores.
  3. Comprar alimentos da época: ao comprar alimentos da época está de certeza a comprar na altura em que há mais abundância dos mesmos. Maior abundância significa que o preço desce, porque o produtor tem que escoar o produto porque ele próprio o tem em quantidade. Na altura em que há mais raízes, coma mais raízes, quando houverem mais couves, coma mais couves, quando houver mais castanhas coma castanhas, quando houver favas, coma favas… O seu corpo vai estar em maior equilíbrio e de certeza que gastará menos dinheiro com a alimentação.
  4. Evitar a compra de alimentos pré-preparados: neste momento creio que não existe nenhum alimento que não possa comprar pré-preparado. Vejo à venda hummus, gomásio, sal aromatizado, granola, barras energéticas, sandwiches, sopa… É claro que para uma situação de pressa estes alimentos pré-preparados podem ser a solução, mas se os usarmos todos os dias ao final do mês vão pesar-nos na carteira e na saúde. Para se conservarem e serem preparados industrialmente estes alimentos têm que levar conservantes, ser embalados em plástico e percorrerem km até chegarem a nossa casa. Tudo isto tem um custo, tudo isto os torna menos saudáveis.

Uma refeição macrobiótica deve ser composta por: cereais, vegetais variados, leguminosas ou derivados destas, pickles, condimentos e algas. Estes dois últimos ingredientes não são essenciais. Nenhum destes alimentos, mesmo que seja de origem biológica, se for da época, comprado a um produtor local, adquirido em grande quantidade e cozinhado de raiz, vai tornar a sua refeição mais cara. A minha experiência é de que este tipo de alimentação reduz o custo da refeição e melhora a saúde. Experimente!